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Alexa W


O reflexo mente.
O reflexo no espelho distorce quem eu sou.
O reflexo das coisas ao meu redor distorcem minha alma.
Perdida em meio a tal desordem busco um ponto de convergência para me agarrar. Não há, então com um grito aflito minha alma é atirada em direção ao desconhecido.
Já não sei mais quem sou, não sei ao menos se eu deveria ser algo, se deveria querer ser algo.
Todas linhas e conexões de minha alma estão cortadas, rasgadas, jogadas pelo chão da minha existência. Sem começo, sem fim, sem meio, sem vida.
Diante de tal atordoante situação, fiquei nua e diante do espelho pude constatar que era minha alma que clamava por nudez, estava totalmente cheia, inundada de conceitos e defeitos tolos.
Me entreguei ao impulso de me lançar ao chão em completa melâncolia na esperança de que todas minhas lágrimas pudessem me deixar em um único movimento, um simples momento, mas elas continuam aqui, continuam em mim. 
Continuava nua e minha pele tocava o chão frio de madeira enquanto o ambiente já era parte de mim. Queria flutuar, mas não podia. Meu corpo continuava pesado criando amarras junto ao chão, amarras essas que me custariam muito para soltar. Perdas, ganhos, medos e incertezas. Seria capaz de encarar?
Te clamo com toda força que já não tenho que me explique como a frágil constituição do seu ser continua a carregar tamanha carga dia após dia.
Explique como continuo caminhando quando a muito deixei de sentir as pernas, quando a muito deixei de sentir meu sangue correr e meu coração bater.
O reflexo mente e já não sou capaz de encara-lo. Em um impulso lanço meu instrumento espelhado ao chão, ele se parte em mil padaços. Agora me reflito. Estilhaçado (a).
23:32 No comentários


Eu deveria ter secado o meu corpo molhado, mas eu não quis.
Eu deveria ter vestido a roupa da forma correta, como deve ser, mas eu não quis.
Eu deveria ter arrumado a bagunça espalhada pelo chão, mas eu não quis.  
Então… nada disso eu fiz.
 Enquanto moro na desordem caótica do meu ser me perco em davaneios sobre ir, vir e ficar. Devaneios sem controle que me controlam e me jogam direto na utopia utilitária necessária para viver.
Não moro mais em mim, moro no meu caos, mas se eu sou o caos, não estaria enganada? Estou perdida em minhas próprias entranhas (estranhas), perdida na minha filosofia, liberdade e prisão.
Perdida em meus próprios conceitos e já não sei mais para onde ir, nem como ser, não sei o que ser, não sei o que sou.
Peço perdão a todos aqueles que se agarram e se apoiam em minha atormentada alma… eu nunca disse que estava certa, mas também não estou dizendo agora que estou errada. Estou apenas confusa. E na confusão existe bagunça. Estou no limite da minha própria bagunça.
Com meu corpo molhado e cabelo desgrenhado, é hora de levantar e começar a organizar.
Um novo ser pode nascer e outros muitos podem vir a morrer… nunca se sabe. Preciso de alma, da minha alma, morta alma, viva alma, estranha alma, mil almas e uma única alma, muitas virgulas, para uma frase. Muita frase, para pouca virgula. Muito eu para pouca alma ou muita alma para pouco eu? Muita pausa para pouca vida ou muita vida para pouca pausa?
Fim. Cansei. Preciso me secar, o corpo descansar.
Sentido? Não, obrigada. Sentindo.
23:16 No comentários

Ostentação cultural desenfreada do banal e carnal diário com fins diferentes para meios iguais.
Sem sentido. Falta-me a lógica para explicar a beleza da rotina e banalização da exibição.
Não ganho, mas também não perco.
Talvez, alguns números a mais na minha simplória conta em alguma rede social qualquer. Não, esse simples texto está longe de ser uma crítica, chamarei de análise, assim evito ofender leitores desavisados e revoltados, um tanto quanto revoltados. Não tem para que, logo aviso. Essa que vos fala possuí uma imensa coleção de fotos de objeto sem valor alheio, cervejas, cafés, visitas a academia dentre outras besteiras cotidianas.
Creio que aqui caberia uma nota de rodapé (que vai ficar aqui pelo meio mesmo) para explicar que o emprego da palavra "alheio" se deve ao fato de que para Maria Joana a foto da minha escada não tem lógica alguma, já para o João a mesma foto contém uma certa poesia suburbana oculta.
E quanto a mim? Simplesmente fiquei com preguiça e resolvi me sentar um pouco, é, triste realidade sem arte e banal.
Um amigo muito querido, certa vez, definiu toda essa onda como a grande sociedade do espetáculo. Um espetáculo é, na maioria dos casos, algo demasiadamente belo, mas me diga se puder: quantas vezes o ator deixou de viver sua vida para alimentar a ânsia por beleza de sua platéia aflita. Como toda moeda, a exibição gratuita do ser possuí dois lados. Ou até mesmo muitos lados. Isso vai de quem assiste e de quem alimenta. Nesse universo todos somos atores e espectadores. Rimos das besteiras alheias enquanto os outros riem das nossas. Deixamos nossas vergonhas expostas buscando um pouco de beleza. Falei, falei e nada disse... talvez porque não tenha o que dizer. A foto que acompanha tal texto é meu momento glamouroso atual. Detesto decepcionar aqueles que esperam um bonito sushi, na verdade eu detesto sushi. Sinto muito. Também vai sem filtro, sem alma, sem idéia, sem arte... eu não preciso de regra, não preciso de sentido.
Não me sinto obrigada nem pelos entusiastas nem pelos críticos. Meus momentos, minhas regras. É meu cotidiano e somente eu tenho tal direito autoral, mesmo sendo bastante banal. Conselho: Apenas evite o pau de selfie.
23:14 No comentários

Ela me ligou e disse que eu era uma má influencia. Disse em tom de deboche que exaltar o errado já era banal, de fato, algo bastante trivial. 
Não poupou palavras para me lembrar o quão perturbada era isso que eu chamava de alma. Não sei ao certo se ela era cruel ou apenas desesperada. 
A verdade é que eu, já nem sei ao certo o que é ser uma influência, não sei o que é rebeldia, nem como é quando ela ocorre as avessas. 
Me rebelo contra o sistema ao não permitir que meu corpo seja invadido por fluídos corporais alheios? Ou sou rebelde quando permito que a fumaça destrua meus pulmões? Deveria eu, afinal, ser rebelde? 
Eles bradam aos 7 ventos conceitos a serem seguidos e outros a serem rejeitados. Gostaria de pensar que são apenas dois lado, mas não. São muitos lados, todos de certa forma, ou de alguma forma, errados. 
Ela diz que eu deveria me importar.  Que é álcool é fuga, desculpa. 
Talvez sim, talvez não. O que na minha vida é somente fruto da desilusão? 
Reflexão. Eles refletem em si e querem refletir em mim, refletir o certo, o errado. Querem que eu seja a drogada, a santa, garota atormentada, querem me provar que o caminho "x" é diferente do caminho "y". 
Usam de falácias absurdas ao declarar suas supremas verdades. 
Mas seria a única verdade absoluta o fato de não existirem verdades realmente absolutas? Contradição. Enganação. Ou não? 
Quem sou, ou quem deveria ser já não me importa mais. 
Sem hipocrisia, não quero estar certa, não quero estar errada, não quero ser boa, não quero ser má, no final... não quero ser nada. 
Estou bem cansada dessas rimas vazias que não chegam em lugar nenhum, em conclusão alguma. 
Tenho críticas, elogios, teorias e mais teorias. 
Dispenso. 
Meu cinzeiro está cheio, preciso limpar. Meu cabelo está bagunçado, mas por que deveria me importar? 
A luz é fraca, a música suave. Enquanto eles discutem permaneço aqui, inerte e imóvel. 
Devaneio. 
23:14 No comentários
Dizem as más linguás que nasci como Raul a 10 mil anos atrás, dizem que sou um caso impossível de algo que não pode ser explicado. Dizem que tenho algum tipo de missão.
Dizem muitas coisas, sim é verdade.
Eu diria apenas que sou um perfeito paradoxo imperfeito em busca de auto-conhecimento.
Diria a penas que perdi a vergonha de expor nessa maquina de escrever meu passado, presente e até meu futuro (quem saiba eu tenha poderes?)
Meu corpo como pedra lapidei, minha alma mudei.
Cansei de me esconder. Bem vindo ao meu diário negro feito para ninguém ler, somente para que eu possa esquecer.
Esquecer ou até lembrar, lembrar do sangue que estava em meus pés e mesmo assim continuei a caminhar.
Devaneios, fotos, musicas, não tente me limitar.
Não existem mais fronteiras para minha calma, não existem mais fronteiras para minha alma.
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Créditos a by Monroe Design | Feito por Alexa W