Sentindo

by - 23:16



Eu deveria ter secado o meu corpo molhado, mas eu não quis.
Eu deveria ter vestido a roupa da forma correta, como deve ser, mas eu não quis.
Eu deveria ter arrumado a bagunça espalhada pelo chão, mas eu não quis.  
Então… nada disso eu fiz.
 Enquanto moro na desordem caótica do meu ser me perco em davaneios sobre ir, vir e ficar. Devaneios sem controle que me controlam e me jogam direto na utopia utilitária necessária para viver.
Não moro mais em mim, moro no meu caos, mas se eu sou o caos, não estaria enganada? Estou perdida em minhas próprias entranhas (estranhas), perdida na minha filosofia, liberdade e prisão.
Perdida em meus próprios conceitos e já não sei mais para onde ir, nem como ser, não sei o que ser, não sei o que sou.
Peço perdão a todos aqueles que se agarram e se apoiam em minha atormentada alma… eu nunca disse que estava certa, mas também não estou dizendo agora que estou errada. Estou apenas confusa. E na confusão existe bagunça. Estou no limite da minha própria bagunça.
Com meu corpo molhado e cabelo desgrenhado, é hora de levantar e começar a organizar.
Um novo ser pode nascer e outros muitos podem vir a morrer… nunca se sabe. Preciso de alma, da minha alma, morta alma, viva alma, estranha alma, mil almas e uma única alma, muitas virgulas, para uma frase. Muita frase, para pouca virgula. Muito eu para pouca alma ou muita alma para pouco eu? Muita pausa para pouca vida ou muita vida para pouca pausa?
Fim. Cansei. Preciso me secar, o corpo descansar.
Sentido? Não, obrigada. Sentindo.

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