Exibição

by - 23:14


Ostentação cultural desenfreada do banal e carnal diário com fins diferentes para meios iguais.
Sem sentido. Falta-me a lógica para explicar a beleza da rotina e banalização da exibição.
Não ganho, mas também não perco.
Talvez, alguns números a mais na minha simplória conta em alguma rede social qualquer. Não, esse simples texto está longe de ser uma crítica, chamarei de análise, assim evito ofender leitores desavisados e revoltados, um tanto quanto revoltados. Não tem para que, logo aviso. Essa que vos fala possuí uma imensa coleção de fotos de objeto sem valor alheio, cervejas, cafés, visitas a academia dentre outras besteiras cotidianas.
Creio que aqui caberia uma nota de rodapé (que vai ficar aqui pelo meio mesmo) para explicar que o emprego da palavra "alheio" se deve ao fato de que para Maria Joana a foto da minha escada não tem lógica alguma, já para o João a mesma foto contém uma certa poesia suburbana oculta.
E quanto a mim? Simplesmente fiquei com preguiça e resolvi me sentar um pouco, é, triste realidade sem arte e banal.
Um amigo muito querido, certa vez, definiu toda essa onda como a grande sociedade do espetáculo. Um espetáculo é, na maioria dos casos, algo demasiadamente belo, mas me diga se puder: quantas vezes o ator deixou de viver sua vida para alimentar a ânsia por beleza de sua platéia aflita. Como toda moeda, a exibição gratuita do ser possuí dois lados. Ou até mesmo muitos lados. Isso vai de quem assiste e de quem alimenta. Nesse universo todos somos atores e espectadores. Rimos das besteiras alheias enquanto os outros riem das nossas. Deixamos nossas vergonhas expostas buscando um pouco de beleza. Falei, falei e nada disse... talvez porque não tenha o que dizer. A foto que acompanha tal texto é meu momento glamouroso atual. Detesto decepcionar aqueles que esperam um bonito sushi, na verdade eu detesto sushi. Sinto muito. Também vai sem filtro, sem alma, sem idéia, sem arte... eu não preciso de regra, não preciso de sentido.
Não me sinto obrigada nem pelos entusiastas nem pelos críticos. Meus momentos, minhas regras. É meu cotidiano e somente eu tenho tal direito autoral, mesmo sendo bastante banal. Conselho: Apenas evite o pau de selfie.

You May Also Like

0 comentários